sábado, 3 de janeiro de 2015


Retrospectiva

Em termos de novelas, 2014 só deu alegrias ao Viva. Três produções exibidas ao longo do ano (Dancin’ Days, A Viagem e História de Amor) bateram todos os recordes de audiência do canal. Amparadas pelos bons índices de suas antecessoras (Água Viva, A Próxima Vítima e Anjo Mau), as tramas se consagraram com os maiores sucessos do Viva. Dancin’ Days foi substituída por O Dono do Mundo, novela que, apesar dos comentários negativos sobre, tem conseguido manter bons números. Já História de Amor não parece ter encontrado uma sucessora à altura, uma vez que Tropicaliente está longe de empolgar o público, ao menos nas redes sociais, como a novela de Manoel Carlos fazia.

O ano se iniciou com Anjo Mau às 15h30, A Próxima Vítima às 16h15, e Água Viva à meia-noite. Na segunda, 17 de fevereiro, mudou quase tudo nos tradicionais horários das tramas. A exibição alternativa de Água Viva passou de meio-dia para 13h30. E A Próxima Vítima migrou para 14h30. Apenas Anjo Mau fora mantida em seu tradicional horário. A mudança visava evitar o embate entre as novelas do canal com o Vale a Pena Ver de Novo, da Globo, que havia migrado para 16h30, no mesmo dia. Para o canal, a alteração foi positiva já que elevou a audiência das novelas. De 17 a 21 de fevereiro, Água Viva, A Próxima Vítima e Anjo Mau garantiram ao Viva o primeiro lugar em audiência, entre o público adulto da TV paga. E suas substitutas aumentariam ainda mais os números...

No post abaixo, os principais índices, as mudanças de horário e um resumo de tudo o que as novelas apresentaram enquanto estiveram no ar durante o ano que passou.

Anjo Mau


Novela de Maria Adelaide Amaral, baseada na obra de Cassiano Gabus Mendes, Anjo Mau estreou em 08 de julho de 2013, substituindo Felicidade, até então o maior sucesso da faixa, e foi a última novela das 15h30 a ser exibida apenas de segunda a sexta. Quando 2014 começou, a novela já se encaminhava para sua reta final.




Rui Novaes (Mauro Mendonça) estava todo feliz no capítulo de 13 de janeiro. Ao lado da filha Paula (Alessandra Negrini), ele comemorava a prisão de Nice (Glória Pires), injustamente acusada de ter matado o pai, Josias (Átila Iório).




Mas logo tudo se resolveu e em 05 de março, no último capítulo, Nice curtia sua merecida felicidade, enquanto deixava o filho aos cuidados de uma nova babá, vivida por Susana Vieira, protagonista da primeira versão da novela.



História de Amor

Desde 15 de janeiro, o público do Viva aguardava ansioso a estreia da próxima novela da 15h30. História de Amor, de Manoel Carlos, arrebatou o telespectador da faixa, com a Helena mais “real” de todas as já criadas pelo autor. Regina Duarte deu vida a esta mulher romântica, guerreira e imperfeita. A novela resistiu até mesmo ao período do Copa do Mundo no Brasil. Em 17 de junho, durante a transmissão de Brasil e México, o Viva conseguiu se manter na quarta posição no ranking de audiência da TV paga, atrás apenas dos canais esportivos, graças a força de História de Amor.


No capítulo de 22 de abril, Helena (Regina Duarte) e Carlos (José Mayer) trocam o primeiro beijo. O casal apaixonado se conheceu quando o endocrinologista socorreu a filha de Helena após um incidente no trânsito.

Joyce (Carla Marins), a tal filha, havia engravidado do namorado, Caio (Ângelo Paes Leme). O rapaz se negava a assumir a criança, mas não resistiu à emoção de ouvir seu coração, no capítulo de 29 de abril.

Carlos, por sua vez, era casado com a mimada Paula (Carolina Ferraz), que não aceitava a presença da ex dele, Sheila (Lília Cabral), em suas vidas. Para afrontá-la, recortou um álbum de fotografias do antigo casal, em 06 de maio.

Em junho, ganhou força o drama de Marta (Bia Nunnes). A melhor amiga de Helena se descobria com câncer de mama. Sua filha, Ritinha (Ingrid Fridmann), sofria com a doença da mãe, chegando a passar mal na escola, em 29 de maio.

Já a intragável Rafaela (Marly Bueno), madrasta de Carlos, colocou as manguinhas de fora no capítulo de 07 de junho. Ela descobriu a gravidez de Joyce, por quem seu filho Bruno (Cláudio Lins) estava apaixonado e tratou de tentar afastá-lo da moça.

Joyce, por sua vez, não tinha tempo para se preocupar com Rafaela. Ainda em junho, no capítulo do dia 27, a moça descobre que está esperando uma menina, para alegria dela e da vovó coruja, Helena.

No capítulo seguinte, ganhava força a figura de Silvana (Beatriz Lyra), madrinha e patroa de Caio. Ela descobria que o rapaz era pai da filha de Joyce e tratava de enquadrá-lo, forçando-o a trabalhar e arcar com as necessidades de sua herdeira.
Tão carismática quanto Silvana era a falida Zuleika (Eva Wilma), mãe de Paula. Todo mundo vibrou quando, no dia 01° de julho, ela recuperou os tapetes que lhe renderiam um bom dinheiro, mas haviam sido roubados numa saída clandestina dos empregados Mendonça (Fernando Wellington) e Neusa (Mônica Carvalho).

E o público foi a loucura quando o Viva exibiu, em 04 de julho, a inesquecível cena em que Helena e Paula, já sabendo do interesse da outra em seu marido, discutem e depois partem para a agressão física, em um posto de gasolina. A audiência foi a mil!
O folgado, e nada sortudo, Xavier (Ricardo Petráglia) foi outro destaque da novela. Após um bom tempo desempregado, ele conquista o cargo de balconista em uma lanchonete. Mas esconde da esposa, Marta, a sua real função no estabelecimento, dizendo ser gerente do local. Até que um assalto o obriga a revelar tudo...
E quem não se apiedou de Bruno, o eterno apaixonado por Joyce? Obstinado a viver de sua música, empregou-se num piano-bar, a contragosto da mãe, Rafaela, que o queria na Itália, longe de sua amada. Na sua estreia na noite carioca, no ar em 06 de agosto, apenas Vó Olga (Yara Cortês) e os empregados da casa foram prestigiá-lo.

Já Bianca (Maria Ribeiro), irmã de Bruno, vivia um romance com o obstetra Daniel (José de Abreu), sócio de Carlos. O problema é que ele também já havia se envolvido com Sheila, que resolveu dá o ar da graça justo no noivado do casal, dia 09 de agosto.
Fortes emoções em 13 de agosto. Após uma violenta discussão com Helena, por conta do quarto de sua netinha, o esportista Assunção (Nuno Leal Maia), pai de Joyce, sofre um acidente de carro e fica preso à uma cadeira de rodas. Lembra como foi dolorosa a visita que Helena fez ao ex-marido, em 21 de agosto? 

Em setembro, nasce Alice, filha de Joyce e Caio. O casal parece enfim se acertar, para desgosto de Dalva (Ana Rosa), a mãe que vislumbrava um futuro melhor para o filho. Deu medo quando Dalva, ao visitar a netinha, tentou entrar no berçário, cheia de más intenções.
Com o divórcio praticamente consumado, Paula resolveu denegrir a imagem de Carlos perante os amigos e familiares do casal. Na reunião com o editor de seu livro e um mestre da faculdade, em 20 de setembro, o endocrinologista foi surpreendido pela ex-esposa completamente bêbada e bastante alterada...
Também convicta de que nunca mais teria Carlos ao seu lado, Sheila decide colocar uma pedra em cima de seu passado. No capítulo de 03 de outubro, ela queimou todas as lembranças que ainda guardava do relacionamento dos dois. Pouco depois, a loucura da médica se acentuaria, o que fez Lília Cabral roubar a cena.

Mariana (Monique Curi) era outra vilãzinha da novela. A nora de Zuleika adorava sujeitar a empregada, Neusa, a toda sorte de humilhações. Quando enfim foi expulsa de casa pelo marido, Léo (Hugo Gross), fez uma revelação que atordou a todos: o rapaz era estéril.

Após muitos desentendimentos com Joyce, Caio, já muito diferente do rapaz inconsequente do início da trama, consegue ter um momento a sós com a filha Alice. Sua emoção ao pegar a menina no colo marcou aquele capítulo de 10 de outubro.

Já em 17 de outubro, o público se comoveu com a querida Vó Olga. A chefe do clã Moretti deu um susto em todo mundo ao desmaiar após uma violenta discussão com sua insuportável nora, Rafaela, que insistia em intervir no destino dos filhos e do enteado Carlos.
Rafaela queria que Carlos se unisse a Paula. A gravidez da moça era o pretexto ideal para reaproximar o casal. Sabendo disso, Sheila tratou de dar fim aos sonhos de Paula, intencionando em deixar Carlos livre para Helena. Após perseguir a rival no estacionamento de um shopping, Sheila a atropela, induzindo seu aborto.
Na última semana da novela, uma revelação bombástica pôs fim aos mimos e pitis de Joyce. Marta revela à garota que ela fora adotada por Helena, após a morte de sua mãe biológica, irmã de sua mãe adotiva e amante de Assunção. Só Helena mesmo pra suportar essa dupla traição e ainda conseguir criar a menina com tanto amor.
E no dia 07 de novembro, História de Amor chega ao fim! Após momentos de muita emoção, e do sucesso arrebatador na TV e nas redes sociais, a novela se encerra, com a celebração do amor de Bianca e Daniel, a união de Joyce e Caio e o romance de Carlos e Helena, enfim, livres um para o outro.



Água Viva

A trama de Gilberto Braga foi a primeira vencedora de uma enquete promovida pelo canal. E também a primeira novela exibida pelo Viva de segunda a sábado. No início de 2014, os conflitos de Nelson (Reginaldo Faria), Lígia (Betty Faria) e Miguel (Raul Cortez) se acentuavam, já empurrando a trama para seus últimos momentos.

Na quarta, 15 de janeiro, Nelson (Reginaldo Faria), com o auxílio de Bruno (Kadu Moliterno), reencontra Técio (Ivan Cândido), sócio que lhe deu um golpe no início de Água Viva, deixando-o na miséria. Um misterioso atirador, no entanto, pôs fim a vida de Técio, impedindo Nelson de solucionar o mistério que o envolvia.
Nelson sofreria outro duro golpe, ainda em janeiro. No dia 20, Lígia (Betty Faria) se casa com Miguel (Raul Cortez), cirurgião plástico de muito prestígio e dinheiro, irmão de Nelson, com quem possuía uma antiga desavença. A união conferia a estabilidade que Lígia tanto desejava, e que dificilmente teria ao lado de seu amado marinheiro.
Stella Simpson (Tônia Carrero) foi um dos maiores destaques de Água Viva. Milionária bastante excêntrica, era extremamente afeiçoada à órfã Maria Helena (Isabela Garcia) e também a Paulo Roberto (João Cláudio Mello), filho de Lígia, para quem se vestiu de palhaço, no capítulo exibido em 08 de fevereiro.
Janete (Lucélia Santos) também era uma das figuras femininas mais fortes da trama. Apaixonada por Marcos (Fábio Jr.), se recusou a aceitar a chantagem da mãe do rapaz, Lourdes Mesquita (Beatriz Segall), abrindo o jogo com o namorado no capítulo de 31 de março.
No sábado, 05 de abril, Água Viva chegava ao fim. No último capítulo, Lígia se acerta com Nelson, após descobrir que Kleber (José Lewgoy) era o responsável pela morte de Miguel. Stella se tornou atriz de teatro, Sandra (Glória Pires), filha de Miguel, se uniu a Bruno, e o casal Edyr (Cláudio Cavalcanti) e Márcia (Natália do Vale), enfim, se entendiam.


Em 23 de janeiro, o Viva, atendendo aos pedidos do público, suspende a exibição de A Viagem à meia-noite, transferindo a estreia da novela para julho, em substituição à A Próxima Vítima. Na mesma data, o canal anunciou a exibição de Dancin’ Days, ocupando a vaga de Água Viva, acalmando os noveleiros que julgavam a trama de Ivani Ribeiro recente, e exaustivamente reprisada, para o horário mais nobre da programação do canal.

Dancin’ Days


E então Dancin’ Days estreia no Viva! Foram três meses, desde o anúncio de sua exibição na internet, de chamadas, depoimentos espalhados pela programação, matérias no site e até mesmo um especial com As Frenéticas, produzido originalmente para o canal Bis, dentro da série Por Trás da Canção. A novela, tal e qual em 1978, se tornou uma coqueluche. Já em seu primeiro capítulo, elevou o canal à liderança entre o público adulto na faixa horária e colocou os atores Lauro Corona e Mário Lago, o Beto e o Alberico, nos TTs do Twitter (bem como a hashtag #DancinDaysNoVIVA). Os 15 primeiros capítulos registraram audiência 29% superior aos de Água Viva, sua antecessora. Ao final de sua exibição, a prova inconteste do sucesso: Dancin’ Days se consagrou como a maior audiência da faixa, batendo todas as tramas anteriores. O único senão: Sônia Braga, a Júlia Mattos da novela, processou a Globo, exigindo pagamento dos direitos autorais conexos pela reexibição da trama. Entendemos que a atriz fez bem em procurar seus direitos, mas lamentamos caso atitudes como a de Sônia Braga inviabilize novas reprises.

Dancin' Days estreou em 07 de abril, nos trazendo a trajetória de Júlia Mattos (Sônia Braga), que, após onze anos de prisão, passava a viver em liberdade condicional. No dia 30, ela consegue um emprego com bilheteira de cinema, primeiro passo para uma vida "normal".
Nos primeiros dias de maio, Júlia viveu momentos românticos ao lado de Cacá (Antonio Fagundes), a quem conhecera em um incidente com um cachorro. Diplomata frustado, Cacá era um homem complicado demais para a já complicada Júlia.
Ainda em maio, mais precisamente no dia 20, Júlia teve a oportunidade de se encontrar com sua filha Marisa (Glória Pires), a quem abandonou quando foi presa, relegando sua educação à irmã, Yolanda Pratini (Joana Fomm). Com medo de ser rejeitada, Júlia se apresenta à menina como Cristina.
No dia 05 de junho, o público pode conferir umas das cenas mais famosas de Dancin' Days. Decidida a impedir o matrimônio de Marisa com Beto (Lauro Corona), que atendia aos sonhos de grandeza de Yolanda, Júlia enfim assume sua identidade e diz à filha que não quer vê-la presa a um casamento infeliz. Marisa, inconformada, passa a rejeitá-la.
Dois capítulos depois, Júlia invade a festa de casamento de Beto e Marisa e causa o maior escândalo. Áurea (Yara Amaral), uma das convidadas da recepção, que nunca simpatizara com Júlia, tratou de ligar para a polícia e denunciar a presidiária, que acabou voltando à cadeia, enquanto jurava se vingar de todos que a fizeram sofrer.
O público teve a prova de que Júlia estava certa com relação aos intentos de Yolanda sobre o casamento de Marisa e Beto, quando a socialite pediu a separação ao marido, Horácio (José Lewgoy). Após o nascimento do herdeiro de Marisa e Beto, Yolanda diz ao marido que não o ama mais e o dispensa, no capítulo de 13 de junho.
No dia 14, um acidente automobilístico põe fim à vida de  dois personagens periféricos: Celina (Beatriz Segall), mãe de Cacá, e Aníbal (Ivan Cândido), esposo de Áurea. Após um jantar proposto por Cacá, no qual Yolanda, bêbada, provoca o maior constrangimento, Franklin (Cláudio Corrêa e Castro) dirige em alta velocidade, causando o acidente.
Em 17 de junho, dando início ao plano de ascender socialmente e afrontar a irmã, Júlia deixa a cadeia e aceita o pedido de casamento do solitário Ubirajara (Ary Fontoura), dono de uma academia de ginástica. Apesar do apreço ao senhor, Júlia estabelece condições para que a união não passe de certos limites, o que feriria a amizade dos dois.
Com a morte de Celina, Neide (Regina Vianna), sua secretária, assume, inconscientemente, a identidade da patroa. Com isso, passa a cercear a vida de Franklin, o viúvo, impedindo o seu envolvimento com Carminha (Pepita Rodrigues), que mantinha um relacionamento com Jofre (Milton Moraes), o melhor amigo de Júlia.
08 de julho. O capítulo desta data foi o mais aguardado de toda a reexibição de Dancin' Days no Viva. A inauguração da discoteca Dancin' Days contou com show das Frenéticas. Mas quem, de fato, deu um show foi Júlia, que ressurgiu esplendorosa, para reacender o amor de Cacá e alimentar a inveja de Yolanda.

As duas irmãs se encontrariam, poucos capítulos depois, em um salão de beleza. O telespectador se deliciou com a troca de farpas entre Júlia e Yolanda. E também foi a loucura com o visual retrô, com os adereços do salão e a touca plástica de Júlia.
Yolanda, a esta altura, estava decidida a se aproximar de Hélio (Reginaldo Faria), o dono da discoteca Dancin' Days. Livre, leve e solto, o empresário não se deixou enredar pela lábia de Yolanda, preferindo investir todo o seu charme na conquista de Verinha (Lídia Brondi), a amiga de Marisa, que também arrebatara o coração de Beto.
Verinha era sobrinha-neta de Alberico (Mário Lago), um megalômano que nunca progrediu na vida, já que sempre empregou o dinheiro da família em negócios furados. Quando ele surgiu, logo no início de agosto, com uma boa quantia para ajudar nas despesas da casa, sua filha Carminha custou a acreditar no que viu.
Sem sucesso em suas investidas com Hélio, a esnobe Yolanda, já em decadência, passa a jogar seu charme para o milionário Artur (Mauro Mendonça), dono de uma conceituada revista. O que ela não imaginava é que Júlia, apenas para afrontá-la, também tentaria seduzir Artur.
Na segunda, 18 de agosto, Gal Costa abrilhantou uma reunião entre amigos na casa de Júlia. Inconformada com o perfil liberal da irmã, Yolanda pede a Gal que cante Folhetim. Incomodada, Júlia joga ainda mais charme para cima de Artur. Ubirajara, insatisfeito com o perfil da esposa, decide que não quer mais viver com ela.

Uns se separam; outros tentam reatar. Yolanda convida Horácio para jantar e implore para que ele retome o casamento. O que ela não imaginava é que a fila do ex-marido havia andado. Horácio já estava apaixonado por Emília (Cleyde Blota).
Já outros não conseguem esquecer o passado. Logo no início de outubro, Áurea, atormentada desde a morte do marido, sucumbe à sua incapacidade de lidar com os problemas do cotidiano e tem um surto psicótico. O tratamento a base de eletrochoque é o único caminho que a mãe de Inês (Sura Berditchevsky) poderia seguir.

A condição mental de Áurea é mais um argumento para Franklin, em sua tentativa de convencer Cacá a se casar com Inês. Ele atrela o matrimônio ao empréstimo que prometera ao filho para que este pudesse realizar o seu sonho de ser cineasta.
Na última semana da novela, Marisa decide conhecer seu pai. Rejeitada por ele, a moça enfim entende as razões de Júlia para abandoná-lo no passado e acaba por perdoar a mãe. Uma das muitas atitudes que comprovavam o amadurecimento de Marisa, após um casamento turbulento e uma gravidez precoce.

O último capítulo trouxe o tão famoso embate de Júlia e Yolanda, no qual após uma intensa troca de pontapés e puxões de cabelo, as duas se encaram emocionadas, choram e se abraçam. Era o final desta grande sucesso que todo vivamaníaco fez questão de acompanhar!



A Próxima Vítima


A última novela do Viva a ser exibida apenas de segunda a sexta se encerrou em 19 de junho, liderando a audiência, feito conquistado desde o início de 2014, entre o público com mais de 25 anos, tanto no horário da tarde como no alternativo. Após o término de A Próxima Vítima, a faixa das 14h30 não apresentou novela alguma, servindo como horário alternativo para as séries das 23h10, até a estreia de A Viagem, tão logo a Copa do Mundo se encerrou.


A Próxima Vítima começou o ano liquidando com mais um de seus personagens. Dona Ivete (Liana Duval), a falsa entrevada, correspondia ao signo de Cabra, na lista do horóscopo chinês que o assassino sempre enviava à suas vítimas, antes de matá-las.
Mas nem só de crimes vivia a novela de Silvio de Abreu. O folhetim ganhava força quando, em 22 de janeiro, Ana (Susana Vieira) enfim revelava a Marcelo (José Wilker) que Giulio (Eduardo Felipe) era o filho dela com Juca (Tony Ramos), com quem tivera uma noite de amor enquanto ainda vivia com Marcelo, que era casado com Francesca (Tereza Rachel).
Na terça, logo após a alteração de horário pela qual a novela passou, A Próxima Vítima ganhava uma nova assassina, além do autor dos crimes da lista de horóscopo chinês. Chantageada pela secretária Andréa (Vera Gimenez), Isabela Ferreto (Cláudia Ohana) a mata e depois empurra o seu carro para dentro de uma represa.
O castigo de Isabela não tardaria a chegar. Em 05 de maio, Marcelo flagrou sua então esposa transando com Bruno (Alexandre Borges), namorado de sua tia Romana (Rosamaria Murtinho), em cima da mesa da cozinha dos Ferreto. Com ódio, Marcelo feriu o rosto de Isabela com uma faca.
No dia 14 do mesmo mês, no capítulo 175, Ulisses (Otávio Augusto) morria em uma explosão no depósito da pizzaria de sua irmã, Ana. Só que o garçom não constava na lista do horóscopo chinês, o que aumentou o mistério em torno dos crimes investigados por Irene (Vivianne Pasmanter).
15 capítulos depois, Romana se tornava a mais nova vítima de Isabela, que convencia o novo amante, Bruno, a dar cabo de sua 'mamma', antes que ela o tirasse de seu testamento. Bruno dopava Romana e depois a atirava na piscina dos Ferreto. Ela chegava a acordar e tentava sair da água, mas o bandido terminava por afogá-la.
O homossexualismo roubou a cena quando, em 04 de junho, Jefferson (Lui Mendes) revelou à Fátima (Zezé Motta), sua mãe, que era namorado de Sandrinho (André Gonçalves), filho de Ana. Fátima não recebeu nada bem a notícia, assim como seu filho mais velho Sidney (Norton Nascimento), machista convicto.

A última vítima do misterioso assassino fora morta a cinco capítulos do final. Eliseo (Gianfrancesco Guarnieri), marido de Filomena Ferreto (Aracy Balabanian), vinha chantageando o assassino, o que motivou a série de crimes ocorridos na trama.
O último capítulo de A Próxima Vítima foi ao ar no dia 18 de junho. O Viva exibiu o final original, que apontava Adalberto (Cecil Thiré) como o grande assassino da trama. Isabela foi presa, enquanto Ana se acertou com Marcelo, e Juca, o terceiro vértice do principal triângulo amoroso, decidia ficar com Helena (Natália do Vale), a mãe de Irene.


A Viagem

Rejeitada pelo público para a faixa da meia-noite, A Viagem estreou em 14 de julho às 14h30. E o sucesso, mais uma vez, não tardou. Mesmo já tendo sido exibida três vezes na TV Globo, a novela conquistou a audiência, se consagrando com a de maior sucesso entre as já exibidas pelo canal no horário.

A Viagem estreou em 14 de julho, com a prisão de Alexandre (Guilherme Fontes), que assassinou a testemunha de um assalto que cometera no escritório em que trabalhava. Sem saída, recorreu ao irmão Raul (Miguel Falabella) e ao cunhado Téo (Maurício Mattar), que o denunciaram à polícia.
No dia 23, dona Maroca (Yara Côrtes) foi visitar o filho caçula na cadeia. A emoção falou mais alto, sendo necessária a intervenção do Dr. Alberto (Cláudio Cavalcanti), médico da família. A essa altura, Dinah (Christiane Torloni), já batalhava para tirar o irmão da cadeia, buscando auxílio do advogado Otávio Jordão (Antonio Fagundes).
Mas Otávio estava decidido a condenar Alexandre, já que a vítima dele era um amigo seu. Dinah desenvolve um ódio mortal pelo advogado, e num dos muitos encontros que os dois tenham, ela acaba o atropelando. Logo depois, é tomada pela estranha sensação de que esta cena já ocorrera anteriormente.
Inconformado com a prisão, Alexandre orquestra um plano de fuga, ao lado de seus companheiros de cela. Ele é capturado pouco depois, para alívio de Lisa (Andréa Beltrão), sua namorada, que temia que o bandido lhe envolvesse no crime que cometera, já que o ajudou a fugir do flagrante. Alexandre se suicidaria pouco depois de voltar à cadeia.
E aí Lisa ficava livre para viver um novo amor. Ela só não deveria se envolver justo com Téo, o esposo da ciumenta Dinah. Após um encontro casual no oculista, os dois se veem novamente, no capítulo de 13 de setembro. Téo aproveita a oportunidade para dizer que está pensando demais na moça, mas oculta sua condição de quase divorciado.
Dinah, por sua vez, havia arrebatado o coração do Dr. Otávio. No dia 18 de setembro, ela vai até Itaipava tirar satisfações com o ex-cunhado Ismael (Jonas Bloch), que contara a Téo que a esposa havia colocado um detetive particular na sua cola. Ismael bateu em Dinah, Otávio a acudiu, e se aproveitou do desmaio da amada para beijá-la.
Ismael aumentou os conflitos existentes Bia (Fernanda Rodrigues), a filha que o idolatrava, e Estela (Lucinha Lins), sua ex-mulher. Cansada da proteção da mãe, Bia passou a afrontá-la, contando com a conivência do pai bandido. Já sem saber como lidar com a situação, Estela deu uma bofetada em Bia, prejudicando ainda mais a relação das duas.
E bofetadas não faltaram no capítulo de 24 de setembro. Dinah descobriu que Lisa era a moça com quem Téo andava se relacionando. Revoltada, foi até o salão de beleza de Fátima (Lolita Rodrigues), onde a rival trabalhava, e partiu para cima dela. Sobrou para Fátima e para Josefa (Tânia Scher), mãe de Téo, que tiveram que apartar as inimigas.
Alexandre também aprontava das suas. Mesmo estando no plano espiritual, ele continuava intervendo na vida de seus inimigos, aqui na Terra. Obsediou Tato (Felipe Martins), que acabou por adquirir a moto do bandido. No capítulo do dia 03 de outubro, Alexandre conduziu o veículo na direção de Tato, que quase fora atropelado.
Alexandre também interferiu na vida de Téo. Para impossibilitar que ele se aproximasse de Lisa, e que deixasse o caminho livre para Dinah e Otávio, Alexandre influenciou o arquiteto, que se recusou a assinar o divórcio. Justo no momento em que Dinah decidiu se separar para viver ao lado de Otávio.
A felicidade do casal protagonista seria adiada, mais uma vez, por influência de Alexandre. O marginal consegue concluir sua vingança contra o advogado ao intervir em um acidente automobilístico que vitima Otávio, no capítulo de 14 de novembro. Pobre Dinah... Será que a morte vai destruir esse grande amor?
Outro grande amor, o de Raul e Andrezza (Thaís de Campos), também fora prejudicado por Alexandre, que induziu a mãe da moça, Guiomar (Laura Cardoso), a maltratar o genro. A reconciliação ficou mais complicada quando Andrezza se envolveu com Antônio (Jorge Pontual), um peão de rodeio, com quem namorou no passado.
A maldade de Alexandre não tinha limites. Ele intensificou sua influência sobre Téo, causando a internação deste em uma clínica psiquiátrica, no capítulo de 26 de novembro. Dinah se compadeceu da situação do ex-marido, que contava sempre com o apoio de Lisa, mesmo a contragosto do pai da moça, Agenor (John Herbert).
No mundo dos vivos, Ismael é quem promove todas as armações. Para impedir Estela de se casar com Alberto, ele planta uma grande quantidade de drogas nos pertences do médicos. Alberto é preso, mas um movimento popular e a confissão de Maria (Cibele Larrama), cúmplice de Ismael no plano, o colocaram em liberdade novamente.
Em 05 de dezembro, Dinah deu um susto em todos que a cercam. Para tentar esquecer a dor de perder Otávio, ela decide fazer uma viagem com Andrezza e Guiomar. Mas seu medo de avião é forte, e assim que a aeronave passa por uma avaria, Dinah começa a se sentir mal. A angina que sofre é o primeiro sinal de que a moça irá partir em breve.
Já no núcleo pobre da trama, só alegria! Tibério (Ary Fontoura), grande amigo de Alberto e Estela, pede a mão da hilária Cininha (Nair Bello) em casamento. A dona da pensão sempre amou seu hóspede em segredo. Mas com a presença de Fátima e Estela na vizinhança, ficou impossível disfarçar o ciúmes.
No dia 21 de dezembro, o Mascarado (Breno Moroni), figura cercada de mistérios, enfim revela sua identidade. Ele é Adonay, noivo de Carmem (Suzy Rêgo), transfigurado em um acidente. Carmem se choca ao ver a face do amado, mas decide ficar ao seu lado e o influencia a fazer uma cirurgia reparadora.
Dinah sofreu um ataque cardíaco no capítulo de 29 de dezembro. Ela não resistiu a emoção de encontrar Bia, a sobrinha que havia fugido ao descobrir os podres do pai. Dois capítulos depois, Dinah, que não acreditava estar morta, reencontra Otávio. Será que enfim o casal vai conseguir viver seu amor?



O Dono Do Mundo

Gilberto Braga continuaria reinando absoluto na faixa da meia-noite. Após Água Viva e Dancin’ Days, o Viva escalou O Dono Do Mundo, trama que já havia participado da primeira enquete promovida pelo canal. A princípio, os telespectadores questionaram a escolha da novela, mal sucedida em sua primeira exibição. No entanto, logo no primeiro mês da trama, os índices registrados foram 15% maiores do que os alcançados por Dancin’ Days.

O Dono do Mundo estreou em 27 de outubro, com a indecorosa aposta de Felipe Barreto (Antonio Fagundes) e Júlio (Daniel Dantas), seu assistente: o cirurgião plástico conseguiria desvirginar Márcia (Malu Mader), antes de seu marido, Walter (Tadeu Aguiar). Após diversas armações, Felipe ganha a aposta, no quarto capítulo da novela.
Em 12 de novembro, o bandido Ladislau (Tuca Andrada) comandou um assalto à clínica de Felipe Barreto. A ação é fundamental para o desenvolvimento da novela e para a concretização da vingança de Márcia contra o médico: Felipe, em breve  irá operar Ladislau clandestinamente, o que irá causar sua prisão e completa derrocada.
Márcia decidiu orquestrar tal vingança após sofrer toda a sorte de humilhações por parte de Felipe. No dia 14 de novembro, ela se descobre grávida do cirurgião. Ao procurá-lo para lhe contar sobre a gravidez, Márcia descobre a aposta, sofre um aborto e é expulsa de casa pelo tio. É o início da principal virada de O Dono do Mundo.
Para conseguir destruir Felipe, Márcia passa a segui-lo e chega a descobrir seu caso com Flávia (Cláudia Magno), entregando-o para Stella (Glória Pires), sua esposa, em seguida. Mas Felipe se safa e Márcia então conclui que irá precisar de um grande apoio para seguir com seus planos: é quando se aproxima de Herculano Maciel (Stenio Garcia).
O pai de Stella nunca gostou do genro. Felipe é esbanjador, arrogante e machista. Tão machista que não admite a amizade sincera entre a esposa e Rodolfo Steiner (Kadu Moliterno), a quem espanca, com ciúmes do auxílio de Stella ao jornalista, em sua relação pouco amigável com o filho Paulinho (Jonathan Nogueira).
A relação com a esposa, já desgastada, é agravada com o auxílio de Márcia e Herculano. Eles enredam Felipe em um flagrante de adultério, com a ajuda de Taís (Letícia Sabatella), amiga de Márcia. Stella surpreende o adúltero com a outra em sua própria cama e decide se separar de Felipe. É o começo do fim para o cirurgião...
No capítulo de 30 de dezembro, novo golpe de Márcia contra Felipe. Ela consegue Ester (Odete Lara), vítima de um erro médico do cirurgião, a denunciá-lo em um programa de TV. Mesmo sem provas, já que o prontuário com a receita errada é furtado, Ester faz a queixa, causando a desmoralização de Felipe. Agora é aguardar os próximos capítulos...



Em julho, o Viva, diante da boataria envolvendo a substituta de História de Amor (alguns sites deram como certa a exibição de Bebê a Bordo), anunciou a estreia de Pecado Capital, remake de 1998 escrito por Glória Perez com base no original de Janete Clair. Assim como acontecera quando o canal programou a exibição da novela em substituição à Felicidade, o público criticou ao extremo a escolha, causando novamente a suspensão do folhetim.

Com o cancelamento de Pecado Capital e a indefinição a respeito da próxima novela, o Viva deu ao público o poder de escolha. A segunda enquete promovida pelo canal visava escolher a substituta de História de Amor. Entre as candidatas, Lua Cheia de Amor, Despedida de Solteiro e Tropicaliente. Foi com o anúncio da enquete e os especiais dedicados à cada novela concorrente que o Vivo no Viva iniciou suas atividades.

Tropicaliente

Em 17 de setembro, o Viva anuncia o resultado oficial de sua enquete. Sob protestos, o público recebeu a vitória de Tropicaliente. A trama, a princípio, conquistou boas posições no ranking de audiência da TV paga, além de colocar nomes de atores que estrearam nesta novela, como Giovanna Antonelli, nos TTs do Twitter. Mas, atualmente, o seu desempenho nas redes sociais, comparado ao de História de Amor, é ínfimo.

Logo no primeiro capítulo de Tropicaliente, Ramiro (Herson Capri) deixa o Maranhão para viver da pesca no Ceará. E Letícia (Sílvia Pfeifer) abandona o Rio de Janeiro para assumir a indústria de pescados do pai, Gaspar (Francisco Cuoco). Movidos pelo amor do passado, Letícia e Ramiro seguem para a cabana em que se encontravam. Aí já viu...

Serena (Regina Dourado), a esposa de Ramiro que não queria voltar para o Ceará, justamente por temer o reencontro de seu amado com Letícia, decide apagar as lembranças que atormentam o pescador e ateia fogo à cabana em que ele viveu com a outra, na juventude.
A mulher de Ramiro tinha razão em temer o retorno à Fortaleza. Vitor (Selton Mello), o problemático filho de Letícia, se interessa por Açucena (Carolina Dieckmann), caçula de Serena e Ramiro. Após levar a moça para sua casa, ele tenta agarrá-la a força, e acaba tomando uma surra de Cassiano (Márcio Garcia), primogênito do pescador.
E Ramiro, como já podíamos imaginar, sucumbe à atração que Letícia ainda lhe desperta. Ele a procura para questionar os preços que a moça pretendia pagar pelo pescado. Em meio a discussão, os dois se entregam a um beijo, que reacende, em ambos, o desejo de viverem juntos novamente. E agora, Serena?
Esse amor, no entanto, tem um grande obstáculo pela frente. Vitor não quer ver a mãe feliz. Ele acredita que, no passado, fora ela a responsável pela morte de seu pai, Jordí (Jonas Bloch), que despencou da escada após uma violenta discussão com a esposa, testemunhada pelo pequeno. Te cuida, Letícia!
Em 13 de novembro, o Viva anunciou a primeira produção a estrear em 2015. Pedra Sobre Pedra substitui A Viagem em 26 de janeiro. Teremos o prazer de rever a guerra entre Murilo Pontes (Lima Duarte) e Pilar Batista (Renata Sorrah), o amor de Leonardo (Maurício Mattar) e Marina (Adriana Esteves), as tradições ciganas de Yago (Humberto Martins) e Vida (Luiza Tomé) e o misticismo em torno de Jorge Tadeu (Fábio Jr.) e Sérgio Cabeleira (Osmar Prado), dentre outras figuras fantásticas da obra de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares. Vamos ver o que o Viva ainda nos reserva para 2015...

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Confira a nova edição da Viva Revista, o seu resumo semanal das novelas do Viva.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014


Retrospectiva

2014 passou... E o Viva passou super bem por 2014. No ano que se encerra amanhã, nosso canal preferido viu sua audiência subir consideravelmente, com diversas atrações, em diferentes horários e com sensíveis mudanças em sua programação.

Algumas dessas mudanças, confesso, não me apeteceram. Sou um dos que ainda sonham com o retorno das minisséries, na faixa hoje ocupada por seriados. É bem verdade que, no que diz respeito às minisséries, o Viva não apresentou grandes produtos em 2014. Logo em janeiro, precisamente no dia 06, trouxe de volta O Quinto dos Infernos, já vista em 2011. E outra reprise de 2011, Labirinto, deu o ar da graça em abril (dia 14), encerrando a exibição de produtos do gênero no canal. Entre a obra de Carlos Lombardi e a de Gilberto Braga, tivemos a exibição especial de Retrato de Mulher (incluindo seu episódio piloto, ‘Era Uma Vez... Leila’, exibido em 01° de março), comemorando o mês das mulheres, e de Cinquentinha, trama pouco atraente de Aguinaldo Silva, cuja reprise fora marcada por uma infeliz coincidência: José Wilker, que interpretava o falecido Daniel na minissérie, nos deixou em 05 de abril, vítima de um enfarte fulminante, enquanto Cinquentinha ainda estava no ar. A única minissérie vista no canal, após a extinção da faixa destinada a este gênero, foi O Auto da Compadecida, exibida de 26 a 29 de julho, por ocasião do falecimento de seu autor, Ariano Suassuna.

No dia 12 de maio, séries ocuparam o espaço até então preenchido com minisséries. A cada dia da semana, podemos acompanhar produtos da assim chamada segunda linha de shows da Globo. Alguns recentes, outros nem tanto: Afinal, o Que Querem as Mulheres? (segundas), Carandiru: Outras Histórias (terças), Mulher (já reprisada anteriormente; no ar, às quartas), A Cura (quintas) e Carga Pesada (às sextas, também já reapresentada). As séries elevaram a audiência do canal; eu me interessei em rever apenas A Cura, grande obra de João Emanuel Carneiro. Depois, não resisti ao charme das Cariocas, que passou a ocupar as segundas a partir de 23 de junho. Divertidíssima produção de Daniel Filho, com texto de Euclydes Marinho baseado nas crônicas de Sérgio Porto. Também revi a poesia de Chico Buarque, que inspirou Amor em Quatro Atos (segundas, desde 01° de setembro). Figuraram no horário outras produções menos abonadoras, como SOS Emergência (toda quinta, a partir de 17 de julho), Na Forma da Lei (terças, desde 22 de julho) e Separação?! (segundas, desde 06 de outubro), bem como produções já vistas anteriormente, caso de A Justiceira (no ar em 23 de setembro, terça).

A faixa de séries veio no embalo das comemorações de 04 anos do Canal Viva. As atrações especiais incluíram ainda a estreia de A Diarista (na terça, 06 de maio), humorístico que eternizou a hilária Marinete (Cláudia Rodrigues) e sua inseparável amiga Solineuza, a “Poia” (Dira Paes). Na quinta, dia 08, entra no ar o Mixto Quente, musical dos anos 80, gravado nas praias do Rio de Janeiro, que trazia o melhor da cena musical naquele momento (as atrações eram, em sua maioria, do período de ouro do pop rock nacional). O programa era reapresentado aos sábados, antes do aclamado Globo de Ouro, que, após um período fora do ar, retornara no dia 10.

Também para celebrar sua nova idade, o Viva reinventou identidade visual, bem como passou a dispor de um canal em HD. O slogan deixou de ser “Viva, do seu jeito” para se tornar “Viva, as melhores surpresas”. De todas as mudanças, apenas o canal HD não empolgou, de início. A maioria dos programas exibidos pelo Viva, em especial os mais antigos, passou a ter faixas pretas no entorno da imagem, o que causou reclamações por parte do público e um consequente retorno ao formato tradicional.

O Show da Vida é Fantástico, mais uma das estreias em comemoração ao aniversário do canal, repercutiu e muito bem! Primeiro por resgatar antigos clipes do Fantástico, comentados hoje em dia por músicos e profissionais que participaram da concepção dos mesmos. E depois por trazer de volta às telas a belíssima e muito talentosa Valéria Monteiro, musa do dominical da Globo no final dos anos 80 e início da década de 90. A série de 20 programas, de 10 minutos aproximadamente, estreou em 19 de maio, às 23h. E fora substituída posteriormente por matérias especiais já exibidas no Fantástico. Dentre elas, Destino Fantástico, com Glória Maria e Isabel Ferrari (no ar em 14 de julho), Sibéria: a Missão de um Mago, em que Glória acompanhou o escritor Paulo Coelho durante uma viagem (no ar em 18 de agosto), Diário da Vida Real e Altos Papos, com Zeca Camargo (a partir de 13 de outubro).

Outras produções próprias marcaram a trajetória do Viva durante 2014. Em 29 de janeiro, chegava ao fim a exibição original de Damas da TV, reprisada exaustivamente desde então (no momento, está no ar aos sábados, 18h30). Débora Duarte, Arlete Salles, Nívea Maria, Ruth de Souza e Glória Pires conduziam os episódios da série, levados ao ar durante o mês de janeiro. Em setembro, veio a primeira obra dramatúrgica produzida pelo canal. Meu Amigo Encosto, exibida às quartas, trazia o hilário Janjão (Danilo de Moura), o amigo do título, um espírito que atormentava a vida do pobre Ivan (George Sauma). Ambos os protagonistas estavam muito bem, destoando dos outros componentes do elenco, em desempenho aquém de seus personagens. A série trouxe bons momentos, mas não empolgou como esperado, talvez pela estratégia falha do Viva de coloca-la em um horário no qual o telespectador, normalmente, está na TV aberta, acompanhando a novela das nove.

O grande sucesso do Viva em 2014, em termos de produção própria, foi mesmo o Globo de Ouro Palco Viva. Dez programas especiais, exibidos a partir de 17 de novembro, que recriaram uma das atrações mais prestigiadas do canal e demonstraram o vigor de programas musicais, atração impensada para a TV aberta, e mesmo para a TV paga, desde que foram concebidas outras formas de se consumir música, fora a televisão, o rádio e os vinis. Foi bom rever grandes nomes da cena musical brasileira e ouvir novas versões de antigos clássicos. Até mesmo a participação de cantores da atualidade passou bem pelo crivo do telespectador. O único senão: o repertório de alguns destes artistas e algumas recriações que em nada contribuíram para a memória do artista homenageado, caso da Banda Tono, com Ouro de Tolo, de Raul Seixas, e de Thiaguinho para Pais e Filhos, de Renato Russo.

No ano que passou, o Viva também levou ao ar o desfile das escolas de samba do grupo de acesso de São Paulo (em 02 de março), bem como das campeãs da capital paulista e do Rio de Janeiro (07 e 08 de março, respectivamente). Mais de 800 profissionais foram mobilizados para a cobertura, que elevou a audiência do canal, garantindo um acréscimo de 50% em seus índices e o segundo lugar no ranking da TV paga. A experiência, que será repetida em 2015, contou com os repórteres Alê Primo, Júlia Bandeira, Mariane Salerno e Renata Simões (as três comandaram os boletins Viva Folia, exibidos desde dezembro de 2013). No desfile das campeãs, Betty Lago, Taís Araújo, Samantha Schmütz e Bruno de Luca revelaram os bastidores das escolas e realizaram entrevistas na concentração. No embalo do Viva Folia, o Viva O Sucesso abriu espaço para a série ‘Os Bambas do Samba’. Quatro programas, com figuras conhecidas do meio musical, foram apresentados do início de fevereiro até a semana de exibição dos desfiles das escolas de samba. Arlindo Cruz e Dudu Nobre, Alcione e Diogo Nogueira, Jorge Aragão e Péricles e Beth Carvalho e Zeca Pagodinho foram as duplas que passaram pela atração neste período.

O Cassino do Chacrinha também ajudou a esquentar os tamborins para o Viva Folia. Neguinho da Beija-Flor, Alcione, Fundo de Quintal, Jair Rodrigues e agremiações do Rio de Janeiro e de São Paulo garantiram o samba ao programa levado ao ar em 16 de fevereiro, domingo. Espécie de curinga da programação, o Cassino voltou ao ar em 26 de abril (sábado), trazendo uma sabatina com Dercy Gonçalves; em 26 de maio, com a última edição gravada por Chacrinha e contando ainda com Jair Rodrigues, falecido no dia 08 daquele mês; e ainda em 22 de dezembro, com um especial de Natal.

Falando em Natal... Para 2015, esperamos mais presentes do Viva. Este ano, as atrações foram poucas. Algumas estiveram atreladas a especiais da Escolinha do Professor Raimundo e do Sai de Baixo. Tivemos também a reexibição da Missa do Galo e do especial ‘Papai Noel Existe’, com Daniel Boaventura, Carolina Kasting, David Lucas e Reginaldo Faria. Ainda, o show ‘André Rieu – Live in Brazil’, comemorando a chegada do Ano Novo. A grande atração do Viva no período de festas foi mesmo Xuxa, no especial inédito ‘Natal Mágico da Xuxa’. Gravado no Ginásio do Ibirapuera, o evento musical comemorou os direitos da criança e também os 25 anos da Fundação Xuxa Meneghel. A atração serviu também para reverenciar o passado de sucesso da Rainha dos Baixinhos, no ano em que a mesma se viu envolvida em uma possível saída da Globo e um provável ingresso na Record.

No Viva, Xuxa reinou absoluta. De volta ao ar em 07 de setembro, o Planeta Xuxa, musical comandado pela loira nas tardes de sábado (posteriormente, domingo), turbinou a audiência do canal, colocando o Viva entre os dez mais assistidos durante o horário de exibição da atração. O sucesso garantiu, inclusive, dois horários alternativos para o Planeta (segundas, 21h, e domingo, 12h). Renato Aragão, que assim como Xuxa passou 2014 longe da TV aberta, também anda fazendo sucesso no Viva. A Turma do Didi, no ar de segunda a sexta às 20h30, ocupou em seus primeiros meses o terceiro lugar no ranking de audiência, entre o público adulto. O humorístico está no ar desde 14 de julho, mesma data em que a novelinha ecológica Flora Encantada, protagonizada por Angélica, substituiu a inesquecível Caça Talentos.

Já em 19 de julho, o Viva promove uma alternância de atrações na faixa que sucede à novela das 15h30. A série SOS Babá passou a dividir espaço com Obsessivos Compulsivos e Conselhos da Super Nanny, protagonizado por Jo Frost. Praticamente um mês depois, mais precisamente no dia 18 de agosto, o público das tardes foi contemplado com a reexibição do Bem Estar, matinal sobre saúde veiculado pela TV Globo. A reprise, no entanto, acontece em esquema diferente do adotado para o Vídeo Show e o Mais Você, cujos programas apresentados são os mesmos que foram exibidos naquele dia pela TV aberta. O Bem Estar reapresenta programas da época de sua primeira temporada, em 2011.

Ainda em agosto, o Viva trouxe de volta uma das séries de maior sucesso dos anos 90. Veiculada pela Globo no Xou da Xuxa, a princípio, Família Dinossauros logo arrebatou o público, migrando para as tardes de domingo. O sucesso foi tanto que o programa chegou a ser exibido entre Os Trapalhões e o Fantástico, nas noites dominicais. Não tardou para que surgissem mochilas, camisetas, chaveiros, álbuns, discos e uma infinidade de produtos baseados em Baby, o bebê que completa o clã formado pelo patriarca Dino, sua esposa Fran, e os filhos Bobby e Charlene. De volta ao ar através do Viva, Família Dinossauros aumentou em 135% os índices do horário. Seus números chegam a ser três vezes maior do que toda a média de audiência do canal. Ou seja: todo ‘vivamaníaco’ para diante do bebezinho dinossauro Baby, exclamando “Não é a mamãe!”.

A série pode ser vista também no Viva Play, plataforma de vídeos sob demanda lançada pelo canal na internet, em 26 de agosto. O Viva passou muito moderninho por 2014. Chegou a se tornar aplicativo para celular, através do Quiz Viva, game de perguntas e respostas, lançado em 25 de julho, que testa o conhecimento do público a respeito de temas televisivos e assuntos de décadas passadas. No dia 02 de agosto, o canal virou livro pelas mãos de Julio Cesar Fernandes, autor de “A Memória Televisiva como Produto Cultural: um estudo de caso das telenovelas do Canal Viva”. Lançado no Museu da Imagem e do Som, através do selo Pró-TV, o livro reúne uma extensa pesquisa sobre as novelas veiculadas pelo Viva, bem como depoimentos de profissionais do canal e a contextualização de temas como o saudosismo e a nostalgia.


O Viva também virou blog! No dia 05 de setembro, entra no ar o Vivo no Viva, nosso canal de contato com outros ‘vivamaníacos’, de comentários sobre a programação e atrações, e de sugestões de novelas e demais programas. Esperamos que todos os fãs do Canal Viva tenham um ótimo 2015. E acompanhem aqui, na próxima sexta, a continuação de nossa retrospectiva, exclusivamente dedicada as novelas do Viva em 2014. Não dá pra perder!

sábado, 20 de dezembro de 2014


O nosso resumo mensal de tudo o que rolou, tá rolando ou pode rolar no Viva e no blog.

O Mais do Viva deste mês é especial. Todos os tópicos da nossa coluna foram escritos por Julio Cesar Fernandes, autor do livro “A Memória Televisiva como Produto Cultural: um estudo de caso das telenovelas do Canal Viva”, lançado em agosto, no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. Julio, coordenador de operações do jornalismo na TV Globo, desenvolveu o livro com base na adaptação da dissertação homônima, desenvolvida no curso de Pós-Graduação em Comunicação Social na Universidade Metodista de São Paulo. O trabalho se propôs a estudar a memória televisiva como parte da memória social e coletiva. O objetivo geral da pesquisa foi analisar a memória televisiva recuperada e construída pelo Canal Viva, por meio das novelas da Globo nele exibidas, verificando, assim, suas características como produto cultural e buscando o lugar dessa memória televisiva na trama das mediações culturais e das interações sociais.

Para adquirir a obra, consulte os sites Disal e Livraria Cultura. Maiores informações no Facebook do livro. Clique, curta, compartilhe, leia!

Saiba mais sobre “A Memória Televisiva como Produto Cultural: um estudo de caso das telenovelas do Canal Viva” na entrevista com Julio Cesar Fernandes, logo abaixo. Nossos agradecimentos ao autor, sempre simpático e muito solícito.

Entrevista
Julio Cesar Fernandes

Julio e Elmo Francfort, autor de Rede Manchete:
Aconteceu, Virou História
e Avenida Paulista, 900:
A História da TV Gazeta
.
- Como surgiu o livro “A Memória Televisiva como Produto Cultural: um estudo de caso das telenovelas no Canal Viva”? O que o motivou a escrevê-lo e como se deu todo esse processo, da coleta de dados ao resultado final?

Escrevi minha dissertação de Mestrado a cerca do Canal Viva e suas telenovelas. Sempre me interessei pela história da TV e o gênero televisivo que mais consumo é a telenovela. Então, quando surgiu o Canal Viva não tive dúvida: ele seria meu objeto de estudo.

O livro conta com um capítulo sobre a história da televisão e da telenovela no Brasil. Há também um levantamento bibliográfico de alguns conceitos como cultura e nostalgia. Por fim, há a pesquisa propriamente com entrevistas com profissionais do Canal Viva e um grupo focal com telespectadores das telenovelas no Viva.

Julio e Vida Alves, atriz pioneira e
presidente da Pró-TV.
- O livro foi lançado com o selo Pró-TV, uma importante associação que visa a preservação da memória da televisão brasileira. Como vê esta iniciativa e de que forma acredita que seria mais viável que o grande público viesse também a prestar sua contribuição?

A iniciativa da Vida Alves e da Pró-TV é louvável, desde 1995 eles batalham pela criação de um museu da televisão no Brasil. Com projetos como o da Coleção Pró-TV, o público terá a oportunidade de conhecer melhor nossa própria história e contribuir para a criação desse museu.

Espero que cada vez mais gente tome consciência dessa responsabilidade, afinal, a história é nossa!

A Novela da Minha Vida

A minha novela predileta é Quatro Por Quatro, desde que assisti pela primeira vez em 1994, me encantei. Gosto da agilidade do texto do Lombardi. Além disso, as cenas cômicas com as atrizes Letícia Spiller e Betty Lago são um prato cheio para quem gosta de humor em novela, que é o meu caso.

Aplausos Para...

Gilberto Braga. Na minha opinião, um autor completo. A “dupla” Anos Dourados e Anos Rebeldes é encantadora e traz um retrato da história do nosso País. Sem falar na adaptação do romance de Bernardo Guimarães, Escrava Isaura, e a contemporânea Celebridade.

Astros e Estrelas

Destaco o diretor Edison Braga. Trabalhei com o Edison no programa Projeto Lírios, da TV Mundo Maior. Ele foi diretor das novelas A Viagem e Mulheres de Areia, da TV Tupi. Com a extinção da Tupi, ele foi para a TV Cultura, onde dirigiu tele romances. Edison faleceu em 2012, em São Paulo, e, infelizmente, não é tão lembrado na história da teledramaturgia brasileira.

Vivamaníacos

Julio e Nilson Xavier, pesquisador em dramaturgia
e colunista do site do Canal Viva.
Eu sou vivamaníaco desde... que nasci.
O melhor do Viva até agora foi... a sua criação.
O Viva “deu ruim” quando... trocou o formato de 4x3 para 16x9, mas logo voltou atrás, graças aos fãs.
Eu quero ver na grade do canal... cada vez mais novelas antigas.
Eu gosto de ver o Viva quando tô no sofá... ou na cama, ou em qualquer lugar. Viva sempre!
Minha coleção de novelas tem... uma minissérie: Anos Rebeldes.
A maior relíquia do meu acervo de novelas é... a primeira versão de Escrava Isaura.

O Viva pra mim é... mais que um objeto de uma pesquisa, é meu canal predileto e a forma para manter viva a memória.

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Confira a nova edição da Viva Revista. Tudo sobre as novelas do Viva!

domingo, 14 de dezembro de 2014


O Estúdio Viva vem com uma nova sugestão para o nosso canal preferido. Aproveitando o investimento em produções próprias, como o Globo de Ouro Palco Viva e as estreias de janeiro, Grandes AtoresRebobina, apresentamos este mês mais um programa que gostaríamos de ver ganhar forma na tela do Viva.


O mago das telas
Programa reverencia Hans Donner, o principal nome das vinhetas da Globo.

Não tinha ideia de quem era Hans Donner, o nome que sempre via nos encerramentos das novelas, como responsável pelas aberturas. E que pouco depois veria como destaque da escola de samba Mocidade Alegre, de São Paulo. Foi apenas em 2000, no programa Intervalo, da extinta TVE, que tive a real dimensão da importância deste austríaco para a conceituação do designer na TV brasileira. Foi Hans Donner quem criou o logotipo da TV Globo, como o vemos até hoje. Desenvolveu outras vinhetas, aberturas, inúmeros projetos que construíram sua história, entremeada por acusações de plágios e trabalhos mal sucedidos; mas, em sua quase que totalidade, exitosa.

Hoje em dia, Hans ainda participa da concepção de logotipos na Globo, embora já não exerça mais a mesma função de décadas passadas, onde supervisionava todo o departamento de arte. No último mês, sua trajetória foi revista em um post do colunista Nilson Xavier, que listou suas aberturas preferidas; a grande maioria, concebida por Hans Donner. O que se propõe aqui, no entanto, não é mais um texto elogioso. É um programa de temporada, dedicado ao resgaste da trajetória deste homem, unindo depoimentos do próprio a de colegas de trabalho, entremeados pela exibição de VTs antigos e conduzidos a partir da recriação de aberturas clássicas, utilizando-se dos recursos de hoje. Um doc-reality que, creio eu, todo fã do Canal Viva gostaria de ver.

“Doc”, evidentemente, por conta dos depoimentos do designer e profissionais envolvidos em suas criações, sejam eles de sua equipe ou ligados ao seu trabalho, como autores e diretores. A exibição desse retrospecto é ligada à veiculação das aberturas e vinhetas citadas e, se possível, imagens de bastidores (o Vídeo Show, por exemplo, gravou diversas matérias com Hans Donner, revelando todos os meandros da criação de várias aberturas).



Sabemos que Hans, além de inovar a identidade visual da Globo e revolucionar o grafismo na televisão, moldou muitos profissionais, que hoje trilham sozinhos os seus caminhos dentro da emissora carioca. Por que não vermos o designer gráfico instruindo jovens profissionais ou estudantes, na recriação de antigas aberturas de sucesso? É justamente daí que vem o “reality”. Hans coordenaria e avaliaria o trabalho de grupos de designers, na atualização de suas criações. Uma disputa entre designers é algo ainda não visto na TV brasileira. Acredito que o nosso mago das telas tenha sabedoria e competência para desenvolver algo do tipo.

Um novo programa para inovar a linguagem dos reality-shows e reinventar sucessos do passado. Como Hans Donner, que revigorou a imagem de uma emissora e escreveu sua marca na história da televisão brasileira.

O quê?
Hans Donner

Como?
Doc-reality que traz curiosidades e exibição de antigas aberturas, além de recriações de vinhetas, com os melhores recursos do designer gráfico.

Com quem?
O próprio Hans Donner, através de depoimentos e da interação com os demais participantes.

Onde?
Em externas, como no escritório de Hans Donner, em outros escritórios de designer gráfico e universidades.

Quando?
Quartas, às 22h. Dia e horário em que há significativa migração da audiência da TV Globo para outros canais e para a TV fechada.